Leonor Lopes
1,69m
56/60kg
Olhos castanhos
Inglês – médio
Carta de condução
Canto, Guitarra
À procura de agente
leonorsl10@gmail.com // @nonoslopes
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1 – De entre os vários artistas que admiro, gostava de destacar:
Os atores Andrew Scott, Andrew Garfield e Olivia Coleman pelo facto de se transformarem genuinamente nas personagens, mas sem perderem a sua expressividade individual, e pelo seu domínio técnico, que lhes permite brincar e criar a partir daí; e os atores George MacKay, Tilda Swinton, e Christian Bale pela sua versatilidade e capacidade de serem pessoas completamente diferentes a cada atuação, dando especial atenção até aos mais pequenos detalhes.
Os encenadores Tiago Rodrigues, pela maneira exímia como os seus textos e encenações espelham a natureza humana, e Mário Coelho, pela irreverência e humor cru com que embebede as suas criações, não deixando de abordar subtilmente questões sociais importantes e de nos fazer questionar a nossa existência, da melhor forma possível.
Os realizadores Luca Guadagnino e Guillermo del Toro pela estética particular que cada um tem que nos faz identificar inconfundivelmente as suas obras. Na obra de del Toro, destaco a maneira como ele consegue fazer do grotesco algo profundamente belo e, em particular nas suas adaptações, o seu olhar profundamente sensível e humano, que faz sobressair o melhor das histórias. No trabalho de Guadagnino, é de louvar a beleza com que ele mostra o melhor e o pior de cada personagem; a melhor maneira que tenho de descrever o efeito que a sua obra tem em mim é o facto de nunca ter saído de um filme dele sem me sentir inspirada e estimulada criativamente.
2 – Definir o que é representar para mim será sempre difícil. Ao longo do tempo, aprendemos coisas novas e novas maneiras de olhar para as coisas que já sabíamos, nunca haverá uma só resposta.
Neste momento, diria que o trabalho de um ator passa, acima de tudo, por acreditar, tal como uma criança que acredita genuinamente que um sofá é uma nave espacial e que se abrir a porta do quarto estará na selva. A palavra representar, to play em inglês e jouer em francês, também se traduz para brincar.
Considero igualmente importante a parte da preparação do ator (o estudo, a técnica, a prática, a compreensão), que servirá de base para depois podermos simplesmente estar presentes em cena.
A meu ver, acho que o Sanford Meisner o resumiu da melhor maneira: “living truthfully under imaginary circumstances”.
3 – Sinto-me confortável tanto diante da câmara como no palco, embora o palco seja onde me sinto mais livre.
4 – O retorno da escola que levo comigo é imenso, tanto a nível pessoal como enquanto atriz. Ajudou-me a conhecer-me melhor, a ultrapassar muitos medos e a saber que tenho a força para o fazer, abriu-me os horizontes e apresentou-me muitos artistas e projetos incríveis, também eles importantes e que guardarei, certamente, para sempre.
Ao longo destes 3 anos, foram várias as palavras e conselhos que ouvimos, destaco esta frase da professora Beatriz Batarda: “Eu vou servir uma peça, ponho o ego no bolso” que me ajudou a compreender que o importante no nosso trabalho será sempre o que estamos a fazer e não a maneira como somos vistos.

