Lucas Melo

    Lucas Melo
    1,83m
    85kg
    Olhos castanhos

    Inglês – bom
    Carta de condução
    Bateria

    À procura de agente

    lucasmeloarcocine@gmail.com/  @lucasmelo_kinski_monteiro

    ***

    1 – Admiro muito o Mário Viegas, ele unia magistralmente o trágico e o cómico e punha toda a sua intenção em cada sílaba de cada palavra dos poemas que dizia, além de ter sido o maior divulgador de poesia portuguesa de que há memória. Era também magnífico nas pantomimas que fazia. No plano contemporâneo, admiro bastante o Miguel Amorim, pela coragem de se disponibilizar para encarnar uma personagem em monólogo durante mais de uma hora, mantendo a frescura, o tom e a capacidade de reinvenção a cada segundo, o que para mim é digno de nota (refiro-me à interpretação que fez no CAL de O Retrato, de Nikolai Gogol). Admiro ainda o actor Jorge Silva pela sua infinita versatilidade e pela verdade que transmite com as suas personagens.

    2 – Representar é uma maneira de ordenar o caos, mas também de suspender a lógica de todos os dias, de defender pontos de vista que não os do actor, e serve, idealmente, para desassossegar as pessoas.

    3 – Sinto-me mais confortável diante da câmara.

    4 – A Beatriz Batarda ensinou-me a definir um objectivo e um obstáculo para a personagem e a associar a palavra ao movimento do corpo, algo que já tive oportunidade de pôr em prática. A Elsa Valentim ajudou-me a perceber os gestos arquetípicos subjacentes às palavras. O Nuno Pino Custódio fez-me ter mais consciência sobre cada camada que compõe uma acção, em como isolá-las e a criar uma maior sustentação da acção da personagem através de um diagrama actancial. O Nuno Nunes ajudou-me a ter uma maior auto-consciência do meu corpo no espaço. A Sofia de Portugal fez-me ver a importância de “fechar” cada deixa. Retirei mais coisas importantes, mas seria exaustivo enumerá-las.