Matilde Navas
1,67m
50/54kg
Olhos castanhos
Inglês – fluente
Espanhol – médio
Carta de Condução
Noções de esgrima artística, lutas cénicas e armas de fogo, escalada e canoagem
À procura de agente
matilde_navas@hotmail.com // @matildenavas
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1 – Albano Jerónimo, Beatriz Batarda, Rita Cabaço, Emma Stone, Helena Bonham Carter, Meryl Streep, Eddie Redmayne. Estes são alguns dos actores que opto por destacar, cujos trabalhos admiro pela sua entrega e comprometimento, pela sua abordagem e transformação (física, vocal, facial, emocional) nas personagens que interpretam, pela sua presença e capacidade de me fazerem esquecer de que estou a ver uma peça de teatro ou um filme, que são a actriz X ou o actor Y. Admiro-os pelo seu rigor no trabalho, pela dedicação à arte, pela sua intensidade e domínio técnico impressionantes.
Christopher Nolan, Martin Scorsese, Greta Gerwig, Manoel de Oliveira, João Canijo. Cinco universos muito distintos — desde as narrativas complexas e conflitos morais profundos; à intensidade e humanidade crua das personagens, energia e mestria cinematográfica; ao olhar contemporâneo e sensível sobre identidade e geração, dando espaço à vulnerabilidade e à autenticidade em cena; ao rigor e à relação com a palavra, à presença, escuta e precisão; à intensidade emocional e trabalho imersivo — todos eles de grande relevância para mim.
Neste panorama, destaco ainda os filmes, “A Vida é Bela”, de Roberto Benigni, “O Fabuloso Destino de Amélie”, de Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro, “O Barqueiro”, de Simão Cayatte.
Tiago Rodrigues, Nuno Cardoso, Marco Martins. As razões pelas quais admiro o trabalho destes encenadores prendem-se com a relação do actor com o público, a valorização da palavra, a intensidade dramatúrgica, a urgência das ideias, a profundidade emocional, a verdade e a entrega que transmitem.
2 – (…) eis a questão. Representar é colocar a nossa humanidade (despida de preconceitos e pretensões) e empatia ao serviço de uma história, dando corpo e verdade a outras vidas, através da escuta, da imaginação e de uma entrega inteira no presente.
É voltar a aprender a brincar, é acreditar, é observar, questionar e deixar o corpo ir à descoberta, é confiar no nosso instinto, ser honesto, é dar vida ao imaginário (ou dar imaginário à vida), é não nos conformarmos.
É também o privilégio de poder contar histórias que não são nossas e de questionar o mundo e os dogmas que nos rodeiam.
3 – O palco deu-me chão, corpo e voz. Foi onde comecei, onde me construí e me reconheço. A minha primeira grande paixão — o lugar onde me sinto em casa, onde a energia do público me atravessa e me transforma.
A câmara surgiu depois — aproximou-se.
É uma descoberta recente, que me desperta uma enorme curiosidade e uma vontade genuína de explorar novas linguagens. Fascina-me a intimidade do olhar, o detalhe quase invisível, a contenção.
Hoje, levo comigo a base sólida do teatro e abraço a câmara como um território novo. Gosto desta tensão. De estar entre a vertigem do palco e a intimidade do olhar. É nesse risco que me encontro. Habito ambos com igual entrega.
4 – Do equilíbrio entre a técnica e o humano, levo comigo a consciência de que o talento só ganha forma através de trabalho contínuo, rigoroso e disciplinado, e do prazer de aprofundar a técnica e de procurar a verdade em cada detalhe. Ao mesmo tempo, aprendi que é essencial não deixar que a técnica se transforme em hábito vazio: é preciso manter a curiosidade acesa, evitar o automatismo, desafiar o que está estabelecido, arriscar, questionar, ter coragem para sair do lugar confortável — surpreender-nos!
Levo comigo ferramentas sólidas para a construção de personagens, mas também a liberdade de experimentar e recomeçar sempre que necessário. Cresci na capacidade de escutar o outro, de confiar e de me entregar ao coletivo, entendendo que a criação acontece no encontro. Em palco, essa rede invisível de confiança permite-nos expor fragilidades e ir mais longe.
Levo comigo os módulos e os professores que me revolucionaram; que acenderam uma urgência dentro de mim; que fizeram crescer o meu amor por esta arte; que instigaram a necessidade de nos libertarmos dos nossos egos, das auto-críticas excessivas, de quaisquer tentativas de parecer “bem” ou “bonito”; de não pensar, fazer só; de nos afastarmos do foco no resultado.
Que se lixem as dúvidas, que se lixem as inseguranças. Confiar no processo. Afinal de contas, não é sobre nós, certo?

