Francisco Gil Mata
1,85m
70kg
Olhos castanhos
Inglês – fluente
Espanhol – bom
Carta de condução – carro e mota
Mestrado em Engenharia Informática
Ginástica, Dança, Canto, Surf, Locução e Dobragens
Agenciado por LoboMau Produções
geral@lobomau-producoes.pt // @franciscogmata
***
1- Entre os vários atores e atrizes que admiro, destaco o trabalho de Andrew Scott, Adrien Brody, Albano Jerónimo e Beatriz Batarda.
Apesar de muito distintos entre si, reconheço neles traços comuns, sobretudo na forma como se entregam ao universo da personagem. Sem receio de ir longe, quer numa dimensão física, quer numa dimensão emocional. Aceitando a exposição e a vulnerabilidade na procura de algo autêntico, permitindo que a personagem os transforme.
Ao nível da encenação, tenho como referência Tiago Rodrigues, não apenas pelos temas que aborda, mas pela forma sensível e inteligente como os expõe. Destaco também Pedro Penim, pelo questionamento que propõe e pela capacidade de trazer para a cena as inquietações do presente. E ainda Ricardo Neves-Neves, pela criatividade e pela construção de universos próprios.
Na ponte entre encenação e realização, menciono igualmente Marco Martins, pela exposição crua da vida através de um profundo trabalho de pesquisa, e João Canijo, pela forma rigorosa como explora personagens complexas e as relações igualmente complexas que estabelecem entre si.
2- Para mim, representar é a tentativa de acreditar. Não é um lugar racional. Pode partir daí, de uma intelectualização das circunstâncias, mas começa verdadeiramente quando os impulsos surgem, quando conseguimos distrair o consciente para que o subconsciente possa tomar conta.
No fundo é tentar não ter medo de brincar.
3- Comecei a trabalhar em palco, por isso é lá que me sinto mais confortável. No entanto, fascina-me o trabalho com a câmara e sei que é algo que quero explorar mais.
4- Aprendi muito com a escola. Levo comigo métodos, técnica e, sobretudo, curiosidade. Foi uma formação muito completa, com acesso a professores extremamente competentes e com abordagens distintas. Essa pluralidade foi determinante para a forma como penso hoje a representação e a própria arte.
Destaco os ensinamentos da Beatriz Batarda, que me disse para não procurar apenas o que já sei que funciona, mas para ir ao encontro do “feio”, do desconfortável, do aparentemente aborrecido e não ter medo disso. Realço também o trabalho com o Nuno Nunes, em que guardo a importância de arriscar em nome da arte e de não perder o jogo do teatro.
A Sara de Castro incentivou-me a procurar a minha voz artística, a perceber o que me move e o que quero dizer enquanto criador. E a Pétronille de Saint-Rapt ensinou-me o valor do rigor no trabalho e a liberdade que nasce dessa disciplina.

