David Martins

    David Martins
1,87m
76kg
Olhos castanho claro
    Inglês – fluente
Trompetista
    À procura de agente

davidmiglmartins@gmail.com // @davy_martins_7

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1 – Admiro o trabalho destes vários artistas:
Os atores: Tim Roth, devido ao carisma que ele consegue passar em qualquer papel, fazendo com que se queira sempre estar a ver mais do personagem, por ele representado, pela maneira como nos cativa. Willem Dafoe, pela sua maleabilidade, que lhe permite fazer vários papéis completamente diferentes, mas sempre com o mesmo nível de detalhe, qualidade e entrega, e a capacidade de trabalhar perto do ridículo e do absurdo sempre com o respeito e sinceridade que a obra pede.
Os realizadores: Bob Fosse, graças à maneira como conta histórias do mundo do Show Business, mostrando um mundo com cores, luzes e dinâmicas que fazem com que uma pessoa queira devotar a sua vida a esse mundo, mas ao mesmo tempo mostrando como este também está sempre pronto para agarrar e destruir artistas. Andrei Tarkovski, pela maneira como cria ambientes com estéticas muito características e a maneira como a mensagem que ele quer passar nos é dada – a não gratuitidade da arte que, apesar de às vezes alienar o espectador, no fim vale sempre a pena se conseguirmos pôr o esforço necessário para interagir com a obra.
Encenadores: Pedro Carraca, gosto dos toques que deixa nos seus espetáculos, com base no material das obras que trabalha, que melhoram a experiência do espectador. Foi por ter ido ver a sua encenação da obra “Os Búfalos” que fiquei com vontade de ir conhecer mais do trabalho do artista Pau Miró, escritor dessa obra. Após este primeiro espetáculo, li o resto da sua obra. Fascina-me a maneira como Pau Miró cria os seus personagens, mantendo-os sempre humanos, alguém que nós poderíamos encontrar na rua; e os espaços onde se passam as obras serem sempre, de alguma maneira, espaços quotidianos; juntando isto, forma histórias que abordam tópicos importantes que, de alguma maneira, surpreendem-me sempre. 

2 – Representar é algo que vai sempre partir do ator. Este vai estar sempre, de alguma forma, presente no papel que é feito.
Por outro lado, representar permite que o ator tenha a oportunidade de viver a vida de um outro, mesmo que apenas um curto fragmento, durante o qual o ator se adapta para ser como o personagem e adapta a sua maneira de seguir uma direção para ser um personagem; mesmo que dois atores façam o mesmo papel e tenham a mesma direção, vão ser sempre dois resultados diferentes. Representar é ter a oportunidade de viver a vida de um outro e de a mostrar a alguém com o intuito de que aconteça algo nesse espectador, desde um pensamento a um riso.

3 – Sinto-me mais confortável no palco porque consigo mais facilmente sentir a energia do espectador, mas tenho curiosidade em trabalhar mais à frente da câmara.

4 – Destes três anos na ACT eu levo bastantes coisas, mas em particular uma frase que a professora Beatriz Batarda me disse. Eu tinha bastante curiosidade em trabalhar um monólogo relativamente extenso e complicado, mas estava hesitante se o devia fazer ou jogar pelo seguro e trocar por algo mais simples. Na altura da escolha dos monólogos, expressei esta preocupação à professora que me disse “Se não trabalhares é claro que vai ser demais”. Acabei por trabalhar o monólogo mais complexo, isso exigiu-me mais trabalho para tentar fazer justiça ao texto, mas por essa mesma razão tive uma experiência melhor, consegui aprender mais. Devido a este momento, fica-me na memória que certos obstáculos e objetivos serão sempre inalcançáveis a não ser que dedique o trabalho que eles merecem.