Diogo Vitorino
1,80m
65kg
Olhos cor avelã
Inglês – fluente
Espanhol – bom
Carta de condução de carro e mota
Canto, desenho técnico, modelo, fotografia analógica, HIIT, Corrida, Bicicleta, Pilates, Movement
À procura de agente de actores/Agenciado por Central Models (Comercial)
diogovit001@gmail.com // @diogobvito
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1 – Admiro muito o trabalho da Anabela Moreira. Ao mesmo tempo que é uma atriz que tem a capacidade de me transportar para universos muito particulares e sempre distintos, revela também uma enorme versatilidade. A sua performance no filme “Semente do Mal” fez crescer ainda mais a minha admiração pelo seu percurso.
Gosto também muito do trabalho do encenador Ricardo Neves-Neves, pelo imaginário que convoca e pela forma como consegue tornar o retorcido, belo – algo que me fascina e surpreende em cada uma das suas peças.
No panorama internacional, admiro profundamente a realizadora Greta Gerwig. A sua capacidade de tornar cada filme épico é acompanhada de uma enorme humanidade na forma como trabalha com atores e equipas.
Sei que em Portugal também existem criadores que trabalham dessa forma, como Rui Pedro Sousa, com quem tive o privilégio de trabalhar num dos meus primeiros contactos com o meio. Para mim, essa é a única maneira de criar uma obra que perdure no tempo e nos permita sonhar.
2 – Representar é brincar num contexto, num tempo, num lugar e com um motivo. Ser ator é dar voz a quem não a tem, dar visibilidade a quem permanece invisível, prestar homenagem, difundir conhecimento e, sobretudo, entreter, pois representar pode ser também uma forma de terapia para o público que recebe aquilo que fazemos.
3 – Sinto-me mais confortável diante da câmara. Foi a partir daí que comecei o meu percurso e é onde encontro maior afinidade: gosto da intimidade da relação com a lente, o trabalho de detalhe e da precisão da micro expressão. A câmara é, para mim, um espaço de proximidade, um amigo. O palco continua a ser um lugar de borboletas na barriga – de desafio e de trabalho do músculo do ator.
4 – Na última aula com a professora Sofia de Portugal, disseram-me: Fado-te com resiliência. “Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better.” – o Beckett também disse isto. Para mim, ser ator é sobre falhar. E falhar melhor a seguir. E divertir-me MUITO ao longo do processo. Aqui aprendi também a guiar-me mais pela intuição. Ao fim de 3 anos de formação, é fácil tornarmo-nos excessivamente conscientes e racionalizar tudo. As técnicas que adquirimos serão essenciais no futuro profissional, mas existe algo igualmente importante e mais difícil de aprender: confiar no instinto. Não me considero um ator técnico. Gosto de trabalhar sobretudo a partir da intuição.

