Carolina Cardoso
1,70m
55/60kg
Olhos castanhos
Inglês (sotaques UK e US geral) – fluente
Espanhol – avançado
Carta de Condução
Escrita Criativa (particularmente Poesia)
Yoga; Canto; Lutas Cénicas e Armas de Fogo
À procura de agente
carolinacardoso96@gmail.com // @carolinafcardoso
***
1-Gostaria de sentar a Rita Blanco e a Meryl Streep lado a lado para lhes explicar o quanto as admiro desde que me lembro de as ver e que, certamente, me deram uma mão invisível, sem nenhuma de nós o saber, em direção ao caminho de descoberta da paixão pela arte da Representação. Vê-las atuar é sempre uma lufada de ar fresco, um momento em que o tempo congela, porque ambas o fazem de uma forma ímpar, pautada por uma verdade e genuinidade tais que fazem parecer tão simples isto de representar. Pediria depois que a elas se juntasse a Beatriz Batarda, a Rita Cabaço, o Albano Jerónimo e o Ivo Canelas, pela exigência, qualidade e presença poderosa que sempre sublinham o seu trabalho.
Nos bastidores da magia encontraria Tiago Rodrigues, Ricardo Neves-Neves, Andrew Lloyd Webber, Christopher Nolan e Wes Anderson, por me permitirem sonhar, rir, chorar e apaixonar-me, uma e outra vez, pela Arte de contar histórias através do palco e do ecrã.
Há, além-fronteiras, um outro rol de nomes que admiro muitíssimo e que não posso deixar de mencionar: Sir Anthony Hopkins e Dames Maggie Smith e Judi Dench, que carregam em si o inigualável poder da escola de Teatro e que, cada um à sua maneira, tão bem transportam para a magia do Cinema na forma de atuações absolutamente marcantes; Andrew Scott, Olivia Colman e Viola Davis, pela magnífica intensidade com que exploram a vulnerabilidade emocional; Cillian Murphy, pela inabalável arte de transmitir emoções e sensações com um só olhar; Matthew McConaughey e Tom Hardy, pelos excecionais e infalíveis níveis de versatilidade e entrega.
2- Representar é ser um veículo para contar histórias, calçando os sapatos e vestindo a vida de um outro alguém, mantendo a nossa própria sombra como cunho pessoal. É dar voz às vozes da nossa cabeça e à cabeça de quem não tem voz. É colocar um armário de Nárnia diante do público, tapando-o de vez em quando com um espelho para relembrar que a condição humana atravessa tempos, experiências e fronteiras. Representar é fazer tudo isto ao mesmo tempo com verdade, crença, foco no momento presente e, acima de tudo, respeito pela obra e a personagem que servimos.
3-Palco é casa, é ponto de partida, é ação-reação em tempo real. É adrenalina pura, mas é também o conforto de um livro e uma caneca de chá. Vou querer sempre voltar ao palco, como quem regressa a casa.
O trabalho com a câmara é mais desafiante, não só pelo complexo jogo de equilíbrio entre contenção e entrega (porque a lente, qual lupa, nada esconde), mas também pela distância do público em tempo e espaço. Ainda assim, é no audiovisual que me vejo a construir carreira e o grande ecrã será sempre o meu maior sonho e objetivo.
4- A passagem pela ACT foi uma viagem avassaladora e transformadora a vários níveis, pelo que tentar descrevê-la num breve texto é genuinamente difícil. Não se resumiu apenas à aprendizagem prática de métodos, técnicas e ensinamentos de enorme riqueza; acima de tudo, aprendi a levar-me menos a sério, a respeitar ainda mais o trabalho do Actor, a desafiar os meus próprios preconceitos e medos, a brincar mais e questionar menos, a focar-me em explorar e não tanto em resolver, a permitir-me a errar e encontrar o lado útil do erro, a confiar mais e criticar menos, a aprimorar o meu instinto e a minha criatividade, a desfrutar realmente do prazer que é estar em palco e a desenvolver-me verdadeiramente como Actriz. De entre o tanto que guardo, há algumas frases que me ficarão sempre cravadas na pele:
“Despenteia-te, mulher, tens a cabeça demasiado cheia. É porque toda a vida te tentaste despentear, não é? Mas eu acho que dentro dessa cabeça és muito despenteada, e isso é muito bom” – Beatriz Batarda
“Tu tens uma voz muito bonita. O que tu tens a dizer ao Mundo está expresso nos teus ressoadores” – Sara de Castro
“Vais ter mesmo de fazer alguma coisa na vida com essa tua voz. É que a Natureza pôs-te a voz nesse lugar, pronto” – Luís Madureira

