Alexandra Pestana
1,63m
54 kg
Olhos castanhos
Inglês – bom
Carta de condução
Atletismo, escrita
Licenciada em Direito
À procura de agente
alexandrapestana@acting.pt / @alexandrapesstana
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1- Inspira-me um lugar onde a palavra, o corpo e o olhar assumem a responsabilidade de não simplificar a complexidade humana.
Reconheço-o no humanismo ímpar de Tiago Rodrigues, na densidade visceral de Marco Martins, no realismo cru de João Canijo e na delicadeza radical de Chloé Zhao.
Identifico a manifestação mais pura dessa dimensão na vulnerabilidade desarmante de Jessie Buckley, no magnetismo inquieto de Willem Dafoe, na lucidez enigmática de Nuno Nunes, no rigor honesto de Beatriz Batarda e na intensidade sensível de Isabel Abreu.
Este recorte ficará inevitavelmente incompleto, mas todos estes nomes ressoam profundamente em mim. E tantos outros também.
2- Representar é ser. Ser livre, estar, escutar, sonhar.
Continuarei à procura da resposta a essa pergunta, movida por uma inquietação que sabe que a pergunta será sempre maior do que qualquer resposta.
3- Será na coexistência entre a lente e o palco que se revela a nossa própria dualidade?
O mergulho na interioridade e a presença em expansão não se anulam, completam-se de uma forma que considero ser necessária e indispensável.
É nessa coexistência que me reconheço.
4- O que levo da escola?
A liberdade de me deixar levar.
Levo os meus colegas, os meus amigos.
Levo pessoas. Muitas pessoas. Boas pessoas.
Levo o chão do Bairro Padre Cruz, que me transformou e que guardo com cuidado.
Levo os professores que me inspiraram, me despentearam e me despertaram uma curiosidade inesgotável.
Levo o começo e a urgência de continuar a questionar.
Levo gestos, humanidade e palavras que me construíram, como “Ser ator é muito mais sobre trabalho do que sobre talento!” e “Vai ser uma festa!”, como nos dizia a professora Pétronille de Saint Rapt.
Foi uma festa.
É.

