Catarina Romendinho
1,65m
54kg
Olhos castanhos
Inglês – bom
Carta de condução
Natação, mergulho
À procura de agente
catarinaromendinho@gmail.com // @catarinaromendinho
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1 – É muito difícil escolher dois ou três nomes de tantos que me inspiram e que admiro tanto. Sendo fiel aos primeiros que me vêm à cabeça, realço atores como Albano Jerónimo, Beatriz Batarda, Anabela Moreira, Rita Blanco, Fernanda Torres, Jessie Buckley, especialmente porque fazem isto parecer fácil, são muito versáteis, é sempre muito prazeroso e inspirador vê-los transformarem-se noutro ser. Admiro encenadores como Maria do Céu Guerra e Miguel Seabra, mas gostava de sublinhar o trabalho do Tiago Rodrigues que é, para mim, absolutamente extraordinário porque provoca e expõe completamente, de uma forma aparentemente tão simples, o estado mais profundo/complexo de estarmos aqui, de sermos humanos. Sou fã do trabalho dos realizadores Marco Martins, Joachim Trier, Darren Aronofsky e Abbas Kiarostami pela forma como escolhem contar a história, pelo olhar duro, verdadeiro e cómico. Por fim, parece-me impossível não mencionar o trabalho do João Canijo, que me deixa, sempre que vejo e revejo os filmes, completamente deslumbrada com a beleza do cinema, com o trabalho do ator e, muito concretamente, com a visão corajosa, verdadeira e autêntica que nos dá da mulher.
2 – Representar, nem sei se existe efetivamente uma resposta. Também acho que é esse não saber que me dá mais fome de o fazer, se é que isto faz sentido. Diria que é acreditar verdadeiramente nas circunstâncias, quer sejam reais ou imaginárias, é brincar com responsabilidade. Acho que a arte é a forma mais bruta e mais pura de perceber o mundo. É começar por ser uma outra criatura qualquer, encontrar prazer nisso e partir pedra. Com muito trabalho e concentração, trazer esse estado para o presente, permitir que a criatura se transforme em algo concreto, que existe, que está vivo e defendê-la até ao fim. É muito interessante quando de repente tudo muda – a respiração, a voz, o corpo, somos outro. É a partir daquilo que nós sentimos realmente que o público pode sentir também. Acho que é preciso muita disponibilidade, honestidade e vontade de servir a obra para que alguma coisa aconteça.
3 – Gosto muito da adrenalina e da liberdade que o palco me dá. A presença de público e o facto de ser um momento irrepetível convoca uma energia muito especial. As aulas com o Simão Cayatte foram, sem dúvida, o que me fez estar mais confortável diante da câmara e apaixonar-me pelo detalhe e pela escuta.
4 – Durante os três anos de curso, passamos por muitos professores com bagagens muito diferentes, com visões diferentes, com formas de ver e fazer arte diferentes. É um privilégio. De todos guardo muitas ferramentas que me serviram e moldaram quem sou enquanto artista e enquanto pessoa, acho que isso é o mais importante. Não posso deixar de mencionar a residência no teatro O Bando, os módulos com os professores Nuno Nunes, Simão Cayatte, Beatriz Batarda, Petronille de Saint-Rapt que, de formas diferentes, transformaram a forma como me relaciono com o trabalho. Ensinaram-me, entre muitas coisas, que é necessário estar disponível a errar e não ter medo, não me deixar ficar estagnada no que já está confortável. É preciso seguir, fazer o caminho. Na residência d’O Bando, uma das formadoras, a Juliana Pinho, durante um exercício, disse-me “Faz assim uma coisa que nunca farias na vida real” e acho que o prazer do teatro passa um bocadinho por aqui. Também é importante para mim mencionar o mais recente trabalho com o professor José Jorge Duarte, que me inspira muito pela generosidade com que se relaciona com o trabalho e com os alunos. É uma lista interminável de professores e citações que estão marcados no meu coração e neste percurso, obrigada. Por fim, mas não menos importante, uma das coisas mais especiais que levo da escola são os meus amigos talentosos.

